segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sketchcrawl em família!

Dia 22, sábado passado aconteceu um evento que uniu os desenhistas do mundo inteiro, o 30th World Wide SketchCrawl.

Grupos se reuniram para desenhar sua cidade, as pessoas, enfim a vida...

Tive que trabalhar sábado de manhã e programado desenhar à tarde, mas o meu “grupo” (formado por mim e por meu pai!) não pode sair a campo, pois a chuva impediu-nos.

Como todo desenhista é no fundo um solitário que não desanima nunca, fomos no domingo, dia 23.

Como “líder do grupo” escolhi o local.

Um bambuzal, tombado pelo município de Uberlândia, que é no meu ponto de vista uma catedral natural já que há uma clareira com bancos rodeados por enormes bambus A luz solar é filtrada pelas hastes imprimindo uma palpável sensação de misticismo.

Nem todos tem como eu a oportunidade de desenhar com o seu próprio pai, então é claro que meu olhar se voltou para ele.


Optei pelo lápis mesmo porque fiquei com medo de perder a oportunidade e estragar o esboço com aquarela.
Depois de 2 safenas, uma mamaria, um aneurisma de aorta roto e um na polplítea , aos 84 anos desenhar ainda é um prazer.
Seu desenho obedece o ritmo da sua natureza e segundo ele não ficou pronto para que eu pudesse colocar aqui!



Acho o local tão espetacular que na verdade não o desenhei! Foi como se tivesse virado um bambu e desenhado sob o seu ponto de vista, ou seja em sua volta.
Se puder no proximo final de semana irei lá novamente corrigir esta falha. 


sábado, 22 de janeiro de 2011

Gatos Urbanos

Pela segunda vez adotei gatinhos abandonados por absoluta falta de coragem de deixá-los para trás.

Minha corrida diária foi interrompida e meu boné serviu de transporte para as duas gatinhas.


Em 2003 já havia cuidado de uma ninhada cuja mão havia morrido atropelada. Eram quatro e uma está até hoje comigo.



Fiz estes desenhos em 2005com pastel seco e em uma época que ela era grande caçadora de lagartixas.



Já estes abaixo foram feitos das novas gatinhas que como todo filhote só pode ser desenhado dormindo



Ainda não sei o que farei com elas, mas se alguém quiser adotá-las  informo que deixaram a mamadeira de lado e já estão comendo ração.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dia nublado em Ipanema, Rio de Janeiro

 Normalmente  quando uso aquarela gosto mais dos detalhes da imagem do que ela em seu todo.

Acho-os com uma plasticidade mais espontânea que condiz com a técnica.





São os acidentes da pincelada que produzem uma improvisação como no jazz.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011 e dois velhos amigos

Começo 2011 acompanhada de dois velhos amigos, ray-ban e lapis 6b!
Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ouro Preto , Minas Gerais

Terminado o período do Advento do Natal e revigorando alguns dos valores essenciais cristãos como alegria, esperança, pobreza e conversão coloco alguns desenhos de igrejas barrocas de Minas Gerais.



Graças ao ouro que não foi roubado pelos portugueses e pela fé da população, o voto de pobreza foi totalmente esquecido e a riqueza ornamental, artística até hoje explode nesta cidade, patrimônio da humanidade que é um museu ao ar livre


Igreja do Carmo vista do Grande Hotel de Ouro Preto

Ouro Preto é uma cidade de pequeno porte, com o centro histórico preservado com pequenas e tortuosas ruas que sobem e descem.
Com aproximadamente umas 17 igrejas e capelas para aonde se olha há uma torre e uma cruz sobressaindo-se na paisagem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vôo atrasado





Vôo atrasado dá tédio em qualquer um. Em São Paulo, no aeroporto de Guarulhos, com chuva então nem se fala.
Não tem nada para fazer.
Comprei um post-it e um lápis comum e fiquei rabiscando as pessoas em volta.
O bloco é bonitinho, o papel borra muito com o grafite.
Deu para passar o tempo...


sábado, 18 de dezembro de 2010

Museu do Amanhã

No post relativo ao mosteiro de São Bento disse que posteriormente colocaria alguns desenhos da área externa


Aí estão e apesar de ser um maravilhoso local não fiquei satisfeita com os desenhos.

Porém o mais interessante da visita ao local foi a visualização, aos fundos do Morro de São Bento, da área aonde será construído o Museu do Futuro e uma inevitável comparação com o passado.

 O mosteiro, construido na época da escravatura tanto negra como indigena não deixa de ser um simbolo de ostentação pela quantidade de ouro utilizado para sua ornamentação.


                          O mosteiro fica na lateral esquerda da maquete.
                                                                       


O Museu do Futuro, tem sua riqueza no discurso eco sustentável e uma tecnologia politicamente correta que tentam justificar algo que nem é necessário devido a beleza e inteligência do projeto.


Incrustado em uma Bahia de Guanabara totalmente poluída e na área da Gamboa onde surgiu a primeira favela do Rio de Janeiro ,  o museu compete em beleza com o de Niemeyer situado na margem oposta , em Niteroi.

Escravos negros libertos por lutarem na Guerra do Paraguai no sec XIX, sem ter aonde morar se instalaram nos morros -veja na foto - situados ao fundo da área do museu.
Assim se iniciou a favelização do Rio de Janeiro

O design e tecnologia da obra  propõe a sintonia com a natureza, mas o visual contrasta com a degradação e pobreza da área.
Os painéis superiores da cobertura abrem e fecham comandados pelas necessidades térmicas.
  Lembram as lindas borboletas brancas da mata atlãntica ou a planta sensível ao toque como disse o autor do projeto.

Então tá, mas nem a poesia das  formas e o discurso do projeto suplantam  a realidade da poesia do sábio e atemporal Thiago de Melo no seu poema Na Manhã do Milênio ,

"... De que valeu,
se hoje, manhã deste milênio novo,
 avança, imensa e escura, bem na fronte,
a marca suja da miséria humana
gravada em cinza pela indiferença
dos que pretendem ser donos da vida;
calada avança uma legião de crianças
deserdadas do pão e todavia
 capazes de sorrir: maior milagre
do século que findou..."

Fantástico que governo e parceria privada financiem uma obra de 130 milhões e que será palco de um grande evento internacional, Forum Mundial da Criatividade em 2012 .

Seria mais fantástico ainda se primeiro usassem este dinheiro para despoluir as águas da Baia de Guanabara e criassem condições de sobrevivência para os inúmeros mendigos, crianças e famílias que vivem sob marquises e caixas de papelão no centro da cidade.

Sem esta solução no presente não vejo muito futuro neste Amanhã.